A procuradora da República que insinuou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhavam “por fora” foi advertida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Monique Cheker insinuou, em rede social, que os ministros recebiam vantagem indevida

A decisão, do plenário do CNMP, foi na terça (11). O conselho (foto) entendeu que Cheker “descumpriu o dever funcional de manter decoro pessoal ao realizar, na rede social Twitter, postagem que imputa a algumas autoridades, ainda que indeterminadas, o recebimento de vantagem indevida para atender interesses de terceiros, hipótese fática que se enquadra na tipificação legal do crime de corrupção passiva, sem, contudo, ter especificado de quem se tratava ou mencionado qualquer prova ou indício do afirmado”, publica o site G1.

A publicação a que se referiu o conselho ocorreu em 2 de julho de 2018.

Na ocasião, Chequer escreveu: “Não há limite. Vamos pensar: os caras são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por hora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara?”.

Segundo o site Consultor Jurídico, o comentário foi feito no dia que o ministro Dias Toffoli repreendeu o juiz federal Sergio Moro por ele ter desobedecido uma decisão do Supremo — na semana anterior, a 2ª Turma havia concedido habeas corpus de ofício a José Dirceu, para que ele respondesse ao processo em liberdade, mas Moro determinou a instalação de tornozeleira.

Ao conselho, segundo o G1, a procuradora argumentou não ter tido intenção de ofender ministros do STF ou outra autoridade” e que foi vítima de “interpretações maliciosas” por alguns veículos de imprensa.

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Foto: Reprodução/blog Tom Oliveira