Caso Master: presidente do BRB com Ibaneis se queixa que ninguém quer ouvi-lo

Paulo Henrique Costa foi ao STF se queixar da PGR por ignorar sua tentativa de delação.

Publicado em: 24/06/2026 às 11:52 | Atualizado em: 24/06/2026 às 11:53

Enquanto as negociações sobre delações do caso Master seguem movimentando Brasília, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirma que tentou colaborar com as investigações, mas não recebeu retorno das autoridades.

Em petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa sustenta que ele procurou espontaneamente a Procuradoria-Geral da República (PGR), participou de uma reunião formal para discutir uma eventual colaboração e segue sem resposta.

Além disso, o pedido de revogação da prisão preventiva foi protocolado em 12 de junho e aguarda decisão do ministro André Mendonça. De acordo com os advogados, Paulo Henrique buscou a PGR em abril e participou de uma reunião com autoridades no fim de maio.

“Realizada reunião formal com as autoridades dia 28 de maio de 2026, há mais de duas semanas, não obteve qualquer resposta da Procuradoria-Geral”, afirma a petição.

Críticas

A defesa argumenta que o ex-dirigente não ocupa mais funções no sistema financeiro e não teria condições de interferir nas investigações.

Os advogados também afirmam que Paulo Henrique nunca foi interrogado desde a primeira decisão cautelar imposta no caso, em novembro de 2025.

Para os defensores, ele demonstra disposição para colaborar e estaria sendo ignorado pelas autoridades.

Ibaneis

Uma fonte com acesso ao caso afirmou à reportagem que uma eventual colaboração de Paulo Henrique Costa poderia atingir diretamente o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

A defesa, porém, não detalha quais informações pretendia apresentar nem menciona o nome do ex-governador na petição enviada ao STF.

O documento também compara a situação do ex-presidente do BRB com a de Daniel Vorcaro. Segundo os advogados, enquanto as autoridades chegaram a analisar propostas de colaboração do controlador do Banco Master, Paulo Henrique não conseguiu avançar nas negociações.

A defesa sustenta que ele procurou as autoridades por iniciativa própria, participou de reuniões formais e continua aguardando uma resposta da Procuradoria-Geral da República.

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Foto: divulgação