Empresários querem solução para evitar greve alfandegária

Publicado em: 19/05/2017 às 15:27 | Atualizado em: 19/05/2017 às 15:27

Os empresários do Amazonas estão em desespero e à espera de uma solução para que não sejam mais prejudicados no despacho de mercadorias em Manaus. É que os auditores fiscais da Receita Federal querem melhoria salarial como bônus de produtividade e eficiência de carreira. Como os benefícios dependem de votação no Congresso Nacional, os auditores estão em estado permanente de greve, e nesta semana, o setor ficou paralisado por três dias.

O diretor-executivo do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Ronaldo Mota), representantes dos portos, armadores e despachantes, estiveram reunidos, nesta sexta-feira (19), com representantes do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Amazonas (Sindifisco-AM), que recorreu à entidade para que intervenha junto à bancada do Amazonas para pressionar o Congresso, a dar celeridade na aprovação da MP 765/16, que estabelece os benefícios da categoria.

Nesta semana, a categoria iniciou uma greve que começou na terça-feira, durou três dias e paralisou a liberação de cargas nos portos e aeroportos de todo o país. A preocupação do Sindifisco é em função da MP 756/16 perder sua validade no agora início de junho.

“Não podemos fazer mais do que estamos fazendo. Temos representante em Brasília que acompanha diariamente a movimentação da MP e mantém contato com todos os nossos parlamentares. O deputado federal Pauderney Avelino (DEM) tem tratado pessoalmente com eles. Agora, com a atual situação em que o país se encontra é natural que todas as medidas provisórias fiquem em segundo plano”, desabafou Mota, que enfatizou que em todas as greves quem sempre paga é o empresariado

Mota informou que com a greve desta semana, de um total de 20 contêineres de exportação apenas dois foram liberados. “Até há uma certa compreensão por parte de alguns auditores, mas a maioria está disposta a entrar em greve. E a indústria não pode parar. Deixamos claro que caso os movimentos continuem o Cieam ajuizará mandado de segurança”, antecipou.

Fonte: Assessoria/Cieam

 

Foto: Suelen Gonçalves/G1