Em nova investida para tentar fragilizar a Zona Franca de Manaus, num momento em que o modelo é fortemente atacado pelo governo do presidente Michel Temer (MDB), a Folha de S. Paulo requenta velha pauta e dá como manchete que os incentivos que atraem investimentos para a indústria do Amazonas são um desperdício.

Há um mês, quando o Senado da República discutia os projetos de decretos legislativos da bancada amazonense, que tenta derrubar o decreto do presidente Temer contra o polo de concentrados do PIM, impressos do Sudeste fizeram a mesma campanha.

Dessa vez, o pano de fundo da campanha é um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal vinculado ao Ministério do Planejamento, em relação a 20 programas que recebem incentivos fiscais do governo federal.

A Zona Franca de Manaus aparece destacada nesse estudo, como desperdício, segundo manchete do jornal, com gastos de quase meio trilhão de reais (R$ 448,1 bilhões), entre 2003 e 2017.

“O valor acumulado com esses gastos equivale a mais do que o déficit primário do país que, no ano passado, foi de R$ 124 bilhões e está em franca ascensão com a tramitação no Congresso de projetos que podem elevar as despesas em R$ 68 bilhões em 2019 sem receitas para compensá-los”, escreve o jornal.

O argumento é o mesmo que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, vem usando internamente contra a ZFM e que apareceu publicamente, há uma semana, em entrevista que concedeu ao jornal Valor Econômico.

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Ministro da Fazenda trata ZFM com desprezo em entrevista ao Valor

Na matéria deste domingo, o jornal apresenta a Zona Franca de Manaus como o segundo maior programa de incentivo fiscal que mais gera perda de arrecadação para o País.

Veja a reportagem.

Essa informação tratada, no Amazonas, por técnicos do governo, da Suframa e pela bancada do Amazonas como mentirosa. Segundo eles, ao contrário disso, a ZFM transforma incentivo em arrecadação, o que faz do modelo o maior gerador de riqueza tributária do Norte.

Veja a versão imprensa: