Estados aumentam o ICMS para gasolina, diesel e gás de cozinha
Reajuste estadual já está em vigor, encarecendo combustíveis e o botijão de gás em todo o país.
Publicado em: 01/01/2026 às 19:40 | Atualizado em: 01/01/2026 às 19:41
O primeiro dia de 2026 chegou trazendo mais do que celebrações para os brasileiros; trouxe também um novo cálculo nas bombas de combustível e nas revendas de gás.
A partir desta quinta-feira (1º), entrou em vigor o aumento do ICMS, o imposto estadual que incide sobre itens vitais para a economia e para o orçamento doméstico.
A decisão, embora oficializada agora, foi traçada em setembro do ano passado pelo Confaz, o conselho que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados e representantes do governo federal.
Para quem foi abastecer o carro neste feriado, a conta ficou R$ 0,10 mais cara por cada litro de gasolina, elevando o imposto fixo para R$ 1,57.
O diesel, motor do transporte de cargas no país, também não passou ileso: subiu R$ 0,05 por litro. No entanto, o impacto mais sentido no coração das casas brasileiras é o do gás de cozinha, que sofreu um acréscimo de R$ 1,05 por botijão.
Este cenário marca o segundo ano consecutivo de elevações tributárias sobre o setor, repetindo o movimento iniciado em fevereiro de 2025.
O reajuste não é aleatório; ele baseia-se em um levantamento minucioso do Comsefaz, que comparou os preços médios praticados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) ao longo do ano passado.
O perigo desse aumento reside em sua natureza de “preço-chave”. Na engrenagem da economia brasileira, quando o diesel e a gasolina sobem, o custo do frete e da produção industrial tende a subir logo em seguida, criando um efeito dominó que acaba nas prateleiras dos supermercados.
Tudo isso ocorre em um momento de transição na política energética nacional. Desde o início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobrás abandonou a antiga política de paridade de preços internacionais, que vinculava o combustível diretamente ao dólar e ao barril de petróleo.
Mas, enquanto a estatal busca amortecer choques externos, a máquina arrecadatória dos estados segue seu próprio calendário, atualizando as alíquotas para recompor as receitas estaduais em um cenário de custos crescentes.
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