Maia admite liberar fundos políticos para combater coronavírus 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se referiu, também, a corte de salários do parlamentares.

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Publicado em: 23/03/2020 às 20:05 | Atualizado em: 23/03/2020 às 20:05

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu liberar os fundos partidário e eleitoral para o combate ao coronavírus. Maia se manifestou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (23).

De acordo com o deputado, o presidente Jair Bolsonaro pode realocar verbas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para enfrentar a pandemia do vírus. 

Nesse sentido, Maia também admitiu a possibilidade de redução de salário de parlamentares. Além do mais, corte de salários de outros servidores do Executivo e do Judiciário, para a mesma finalidade.  

Durante a entrevista, no entanto, o presidente da Câmara se preocupou em alertar que este é o momento de injetar recursos na economia. Segundo ele, se o governo não entender que é preciso gastar, “fica muito difícil”. 

“Se é no fundo eleitoral ou partidário, que podem representar R$ 2,5 bilhões, não vejo problema, que se use. Agora, nós precisamos entender: a Saúde vai precisar de quanto? De R$ 50, R$ 100, R$ 150 bilhões?”.  

 

Maia

Em seguida, Maia se referiu à medida provisória do Executivo que suspendia contrato de trabalho por quatro meses: “Só um projeto de suspensão do contrato de trabalho para contratar o seguro-desemprego vai custar quanto? De R$ 80 a R$ 100 bilhões. Por isso, a gente não precisa estar preocupado com gastos que tem previsão futura. Temos que usar qualquer rubrica”. 

Mais tarde, o presidente Jair Bolsonaro revogou o artigo que tratava da suspensão de contrato. 

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Foto: Reprodução/CNN Brasil