Massacre no Rio: governador admite 58, comunidade expõe 64 corpos na praça

Cláudio Castro diz que vítimas mesmas do massacre só 4 policiais; os demais 124 corpos são de "bandidos".

Publicado em: 29/10/2025 às 12:32 | Atualizado em: 29/10/2025 às 12:33

O governador Cláudio Castro (PL) classificou como um “sucesso” a megaoperação policial que deixou ao menos 130 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A declaração foi feita nesta quarta-feira (29), um dia após o confronto que já é o mais letal da história do estado.

Castro afirmou que o governo reconhece oficialmente 58 mortes — 54 suspeitos e quatro policiais, sendo dois militares e dois civis. “Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos 4 guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem, só tivemos esses policiais”, declarou.

A fala do governador provocou reação imediata de moradores. Na manhã de quarta, 64 corpos foram deixados na Praça São Lucas, uma das principais vias do Complexo da Penha, o que elevaria o total de mortos para 128. O governo não explicou a discrepância nem comentou as denúncias de que as vítimas foram levadas por civis.

Castro também defendeu a ação policial e disse que todos os mortos classificados como criminosos foram encontrados em áreas de mata, argumento que, segundo ele, provaria que não se tratavam de inocentes. “Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, afirmou.

O governador acrescentou que recebeu apoio de outros governadores e defendeu que o episódio “pode marcar o início de um grande processo no Brasil contra o crime organizado”. Ele também cobrou mais envolvimento do governo federal. “Esperamos um foco de integração e financiamento. Quem não entender que a segurança pública é o maior problema do Brasil vai se arrepender e pedir perdão à sociedade”, disse.

Saiba amais no ICLnotícias.

Leia mais

Foto:  reprodução/ICL