Toffoli ordena que provas de fraude no Banco Master fiquem no STF

STF guardará provas de operação contra Banco Master após Toffoli criticar demora da Polícia Federal.

Toffoli convoca acareação entre cúpula do Master, ex-BRB e BC para terça-feira

Publicado em: 14/01/2026 às 17:46 | Atualizado em: 14/01/2026 às 17:46

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu uma diretriz incomum na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14/1): todos os materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) devem ser lacrados e estocados diretamente na sede da Suprema Corte, em Brasília.

Toffoli ordenou que bens, documentos e materiais resultantes das buscas sejam “lacrados e acautelados” no STF. Segundo o gabinete do ministro, a medida visa preservar as provas.

A Polícia Federal terá um prazo de 72 horas para realizar a perícia técnica nos materiais antes que sejam enviados ao tribunal.

No despacho, o ministro registrou insatisfação com o que chamou de “falta de empenho” e demora da PF em cumprir ordens judiciais anteriores.

Alvos e apreensões

A operação investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, com foco no desvio de recursos de fundos de investimento para o patrimônio pessoal dos envolvidos.

Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), seus parentes (pai, irmã e o cunhado Fabiano Zettel), o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur (ex-Reag).

Bens confiscados: carros importados, relógios de luxo e cerca de R$ 97,3 mil em espécie.

Bloqueio financeiro: o sequestro de bens e valores determinado pela justiça supera os R$ 5,7 bilhões.

Foram cumpridos 42 mandados de busca em estados como SP (incluindo a Avenida Faria Lima), RJ, BA, MG e RS.

Dinâmica das abordagens

Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro foi detido temporariamente no Aeroporto de Guarulhos antes de embarcar para Dubai, sendo liberado após os procedimentos da operação.

Nelson Tanure não foi encontrado em sua residência, mas foi interceptado pela PF no Aeroporto do Galeão (RJ), onde teve o celular apreendido.

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Daniel Vorcaro teve o celular apreendido; sua defesa afirma que o empresário colabora com as autoridades e tem interesse no esclarecimento dos fatos.

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Foto: Ascom/STF