O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, prorrogou a presença da Força Nacional de Segurança por mais três meses no Amazonas.

O policiamento será ostensivo nas áreas externas das unidades prisionais do Sistema Penitenciário do estado.

A autorização, por meio de portaria, segundo informações da Agência Brasil, está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (7).

De acordo com a portaria, o policiamento será na modalidade de patrulhamento motorizado e “em consonância com os órgãos de segurança pública envolvidos, em caráter episódico e planejado”, a contar a partir da próxima terça-feira, dia 11 de junho de 2019.

A autorização para a permanência da Força Nacional atende solicitação do governo do Amazonas, que dará todo o apoio logístico. “O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz ainda a portaria.

 

Massacre

No dia 26 de maio, 15 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, foram mortos no interior do presídio.

Na segunda-feira (27), outros 40 presos foram mortos na mesma unidade e em outros três estabelecimentos prisionais da capital: Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).

Todas as quatro unidades são administradas em sistema de cogestão com uma empresa privada, a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços, que, nos últimos quatro anos, recebeu cerca de R$ 836 milhões pela prestação dos serviços.

Por determinação do governador Wilson Lima, o contrato com a empresa, que venceu no sábado (1º/06/2019), não será renovado, embora ela não possa ser impedida de participar da futura licitação.

 

Foto: José Cruz/ABr