Em esclarecimentos que fez à Polícia Federal na terça, dia 9, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht e hoje delator da operação Lava Jato, revela a quem pertencem codinomes que aparecem em planilhas de propinas e mensagens investigadas. Um deles é o codinome “Amigo do amigo do meu pai [Emílio Odebrecht]”.

O codinome “Amigo do meu pai” já tinha sido definido antes pela operação, e pertenceria ao ex-presidente da República Lula da Silva (PT), hoje preso e condenado na Lava Jato.

Segundo publica o portal da revista Crusoé nesta quinta, dia 11, Marcelo escreveu no documento que mandou ao comando das investigações da operação Lava Jato que o codinome “Amigo do amigo do meu pai” é de ninguém mais ninguém menos que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

O nome de Dias Toffoli aparece em tratativas de ex-executivo da Odebrecht quando ele era advogado-geral da União (AGU), em 2007, no governo de Lula da Silva (PT).

 

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Umas das negociatas com a AGU teria sido para a Odebrecht vencer a licitação para construir e operar a usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. Dias Toffoli atuava nas ações na Justiça sobre o leilão.

A operação Lava Jato quer que a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, avalie se é o caso de abrir investigação contra o presidente do STF.

Dias Toffoli não respondeu a questionamentos feitos pela Crusoé.

Marcelo Odebrecht voltou a envolver Lula em denúncias e agora cita a ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), a “Madame”, que atuava como ministra da Casa Civil.

Leia a matéria completa na Crusoé.

 

Foto: Reprodução/TV