A jurista e subprocuradora Raquel Dodge, 56 anos, assume a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (18), com vários desafios deixados pelo antecessor Rodrigo Janot.

Ela toma posse em meio a turbulento momento político em que a cúpula política do país vive em confronto com o Ministério Público Federal por causa das investigações e denúncias produzidas pelos procuradores.

Essas denúncias são extraídas principalmente da operação Lava Jato na qual estão envolvidas várias autoridades ligadas aos principais partidos como o PT, PMDB e PSDB.

Janot, no cargo desde setembro de 2013, angariou um seleto grupo de inimigos com o desenrolar da Lava Jato durante seus dois mandatos, numa escalada que ganhou contornos cinematográficos nos últimos 15 dias.

O destaque foi a apresentação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na quinta-feira  (14), por obstrução de Justiça no caso da compra de silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seu operador, Lúcio Funaro, e organização criminosa, como líder do “quadrilhão do PMDB na Câmara”.

Objetivamente, Dodge tem quatro grandes desafios nesta nova missão: não se curvar à política, agir com transparência, manter o ritmo da Lava Jato e negociar com delatores.

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Foto: Lula Marques/AGPT