Por Neuton Corrêa, da Redação

 

Após ser derrotado por via jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de reduzir incentivos fiscais do Polo Industrial da Zona de Manaus, o ministro da Economia, Paulo Guedes, faz nova investida contra o modelo, dessa vez, por via administrativa da gestão Jair Bolsonaro (PSL).

A ideia do governo é incluir a ZFM, considerada pela equipe econômica como a quarta maior despesa tributária do país, com R$ 25 bilhões de benefícios, num plano de corte de renúncias fiscais de um terço do que concede atualmente.

“A intenção é cortar o equivalente a 1,5% do PIB até o fim de 2022, ou cerca de R$ 102 bilhões em valores de hoje”, diz o jornal O Estado de S.Paulo, em reportagem que é manchete do matutino nesta sexta-feira, dia 3.

“Essa é a primeira indicação de meta concreta de corte nos benefícios feita pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, embora a redução fosse uma bandeira desde a corrida eleitoral”, escreve o jornal.

Paulo Guedes, de formação liberal, há muito tem se manifestado contra a política fiscal do país, mas nas últimas semanas passou a tratar com desdém e furor a Zona Franca de Manaus.

A primeira vez que manifestou isso foi no fim de março, quando se encontrou com a bancada do Amazonas em Brasília e chamou os concentrados do PIM de xaropezinho.

Depois, em entrevista à Globo News, no último dia 17, mostrou como poderia acabar com a ZFM sem mexer na Constituição.

Na segunda-feira, dia 29, em nova entrevista, ele apresentou dados falsos para mostrar que o julgamento do STF que reconheceu a excepcionalidade do modelo criou despesa adicional ao país de até R$ 30 bilhões ano.

 

Foto: Alan Santos/Presidência da República