Projeto de dosimetria dos bolsonaristas fica à deriva na Câmara
Um mês após urgência ser aprovada, projeto depende do aval do Senado
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/10/2025 às 11:37 | Atualizado em: 18/10/2025 às 11:40
Um mês após a aprovação da urgência, o projeto que propõe reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro ainda não tem data para votação na Câmara dos Deputados. A matéria enfrenta resistências e, segundo aliados do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), está em “banho-maria”.
O projeto nasceu de uma articulação entre o centrão e setores do bolsonarismo, mas depende diretamente do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avançar.
O impasse é atribuído ao desgaste político causado pela PEC da Blindagem, barrada no Senado. Deputados avaliam que Alcolumbre evita se associar a qualquer tema que possa reacender o conflito entre Legislativo e Judiciário. Além disso, o presidente do Senado não teria aprovado o texto-base da dosimetria.
A paralisação irritou o PL, partido mais interessado na medida, que ameaça obstruir votações caso o projeto continue travado.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, respondeu às cobranças afirmando que só pautará a matéria se houver acordo com o Senado:
“Não pretendo repetir o movimento da PEC da Blindagem, quando a Câmara avançou sozinha e se isolou politicamente.”
Nos corredores da Casa, há quem avalie que o tema “morreu de inanição”. Bolsonaristas esperavam negociar a redução de penas para, depois, tentar estender o projeto à anistia total.
Enquanto isso, o Planalto observa o esfriamento do debate com bons olhos.
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Foto: Divulgação
