Novas e importantes informações devem chegar às mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR) na investigação do pagamento de propina pela empresa Hypermarcas, atual Hypera Pharma, com a conclusão da delação premiada do CEO afastado Cláudio Bergamo.

Depois de concluída a delação, Bergamo pretende voltar ao comando da empresa. A notícia é do portal da Veja.

Essa propina destinada a caciques do MDB é o mesmo caso que vem sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) desde 2016, quando outro executivo da Hypermarcas, Nelson Mello, acusou os senadores Eduardo Braga (AM), Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE) e o hoje ex-senador Romero Jucá (RR) de terem sido os destinatários de propina de R$ 30 milhões.

À PGR, Mello, como diretor de relações institucionais da Hypermarcas, onde trabalhou por mais de 20 anos, denunciou que Braga e os demais políticos receberam esse dinheiro via dois lobistas no Senado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu todas essas afirmações e deve ter determinado investigações. De início, o caso não seria da alçada da operação Lava Jato, já que os senadores Eduardo Braga e seus colegas de MDB estavam sendo pagos para defender os interesses da Hypermarcas no Senado.

Um desses lobistas era operador do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, também do MDB e hoje preso pela Lava Jato.

O outro já apareceu em pagamento de outra propina para políticos do MDB, de R$ 45 milhões. Seria operador de Renan Calheiros.

 

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Investigação pela Andrade Gutierrez

Matéria do Estadão de 2016 lembrou que o senador Eduardo Braga já é investigado na operação Lava Jato, no STF, por ter supostamente recebido propina da Andrade Gutierrez em obras no Amazonas, incluindo as relacionadas para a Copa do Mundo de 2014.

À época, Braga disse ao jornal que nunca recebeu qualquer valor da Hypermarcas e do seu ex-executivo, e que não conhece os lobistas.

 

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Foto: José Cruz/Agência Brasil