STF articula saída de Toffoli do caso Master após denúncias

Saída de Toffoli do caso Master ocorre após denúncias sobre resort vinculado a seus parentes.

Toffoli convoca acareação entre cúpula do Master, ex-BRB e BC para terça-feira

Publicado em: 23/01/2026 às 15:46 | Atualizado em: 23/01/2026 às 15:46

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), a movimentação em torno do ministro Dias Toffoli ganhou contornos de uma complexa estratégia institucional. A nota pública divulgada recentemente pelo ministro Edson Fachin, na qual manifesta apoio formal a Toffoli, está sendo interpretada por diversos colegas de Corte como parte de uma “coreografia de saída”.

Para esses ministros, o gesto de solidariedade não seria apenas um ato de cortesia, mas sim o estágio inicial de um processo planejado para que Toffoli deixe, de forma coordenada, a relatoria do polêmico caso Master.

Apesar dessa articulação interna, o cenário é de resistência por parte do magistrado. Em recados enviados via bastidores, Toffoli tem sido enfático ao afirmar que não pretende abandonar a condução do processo e, muito menos, declinar a competência do caso para a Justiça Federal.

No entanto, as tratativas de convencimento por parte de outros integrantes do Supremo continuam em curso. O desejo majoritário da Corte é que o ministro se afaste da relatoria para que os intensos holofotes da opinião pública, que hoje recaem sobre ele e acabam por desgastar a imagem do tribunal como um todo, sejam finalmente mitigados.

Contudo, a pressão sobre o ministro não se limita à sua atuação jurídica no referido caso. As últimas duas semanas trouxeram à tona revelações sobre transações financeiras suspeitas envolvendo um resort localizado no Paraná.

O empreendimento pertence a parentes de Toffoli, mas indícios de negócios mal explicados e movimentações atípicas colocam o ministro em uma posição defensiva.

A avaliação interna é que, independentemente de ele permanecer ou não como relator do caso Master, a obrigação de prestar esclarecimentos convincentes sobre o resort é incontornável.

Para os pares de Toffoli, essa história “mal contada” exige transparência imediata para evitar que a crise de imagem se aprofunde.

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Foto: Ascom/STF