STF mantém Sérgio Moro como réu por calúnia contra Gilmar Mendes
Maioria da Primeira Turma vota pela continuidade do processo; caso envolve fala sobre “comprar habeas corpus”
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 04/10/2025 às 15:49 | Atualizado em: 04/10/2025 às 15:49
O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Primeira Turma, formou maioria neste sábado (4) para manter o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) como réu em uma ação penal por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
O voto do ministro Flávio Dino foi decisivo para consolidar a posição do colegiado a favor da continuidade do processo.
De acordo com o Correio Braziliense, o julgamento começou na sexta-feira (3), em sessão virtual. A relatora, ministra Cármen Lúcia, abriu a votação ao rejeitar os embargos de declaração apresentados pela defesa de Moro.
Segundo ela, “não há omissão a ser sanada” na decisão anterior, que já havia aceitado a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).
Três votos já garantem maioria
Até o momento, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela manutenção de Moro como réu.
Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux ainda podem se manifestar até 10 de outubro, prazo final da votação virtual.
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Entenda a acusação
O MPF acusa Sergio Moro de atribuir falsamente a Gilmar Mendes o crime de corrupção passiva.
Em um vídeo divulgado em abril de 2023, o senador teria dito que era possível “comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”, insinuando que decisões do ministro poderiam ser negociadas mediante vantagens indevidas.
Cármen Lúcia: “Não é brincadeira”
Ao votar pelo recebimento da denúncia, a ministra Cármen Lúcia destacou que Moro fez a declaração “de forma livre e consciente, diante de várias pessoas e com conhecimento de que estava sendo gravado”.
Sendo assim, ela rejeitou o argumento de que a fala teria sido uma brincadeira, afirmando que “a justificativa não pode servir de escudo para a prática do crime de calúnia”.
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Foto: José Cruz/Agência Brasil
