Trump põe CIA em ação contra Maduro e cogita ataque terrestre à Venezuela

Maduro acusou os Estados Unidos de promoverem um “golpe de Estado da CIA”

Trump retira EUA da ONU e de dezenas de organismos internacionais

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 16/10/2025 às 05:52 | Atualizado em: 16/10/2025 às 05:52

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou nesta quarta-feira (15) que autorizou operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) na Venezuela e afirmou estudar ataques terrestres contra cartéis de drogas.

Dessa forma, a declaração marca uma nova escalada nas tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro.

Conforme informação do g1, o movimento representa mais uma ofensiva do governo norte-americano contra o regime venezuelano, acusado pelos EUA de participar ativamente do tráfico internacional de drogas.

“Cada barco que destruímos, salvamos 25 mil vidas de americanos”, disse Trump. “Certamente estamos olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado”, completou o presidente, em tom que foi interpretado como uma ameaça direta de intervenção militar.

Assim, as relações entre os dois países se deterioraram ainda mais desde agosto, quando os Estados Unidos enviaram navios e aeronaves militares para o sul do Caribe, em uma operação que o governo americano afirma ser voltada ao combate ao narcotráfico.

Atualmente, pelo menos oito navios, além de um submarino nuclear, estão posicionados próximos à costa venezuelana, transportando armas e centenas de militares.

Segundo Washington, a ação faz parte de uma ofensiva contra o tráfico de entorpecentes. Autoridades americanas afirmam já ter bombardeado embarcações que transportavam drogas, embora não tenham detalhado os alvos nem as baixas. Ao mesmo tempo, os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, grupo classificado como uma organização narcoterrorista.

Em agosto, o Departamento de Justiça dos EUA ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro. Desde então, fontes da Casa Branca ouvidas pela imprensa americana indicavam que o governo estudava uma ação direta contra a Venezuela — algo que agora começa a se confirmar.

O jornal The New York Times revelou que o objetivo final das movimentações seria “retirar Maduro do poder”. Segundo a publicação, as “operações letais” estão entre as opções analisadas por Washington, embora não haja confirmação de que a CIA já tenha um plano de execução definido.

Questionado se as operações secretas incluiriam a eliminação do líder venezuelano, Trump evitou responder. “O que posso dizer é que estamos protegendo o povo americano”, afirmou.

Poucas horas após a coletiva, bombardeiros norte-americanos sobrevoaram áreas próximas ao território venezuelano, em mais um sinal de tensão militar. Em resposta, Maduro acusou os Estados Unidos de promoverem um “golpe de Estado da CIA” e classificou as declarações de Trump como “belicistas e provocativas”.

“A Venezuela não se renderá diante das ameaças imperiais”, declarou o presidente venezuelano em pronunciamento transmitido pela TV estatal.

Ainda não há informações oficiais sobre quando ou como as ações autorizadas por Trump serão implementadas. O que está claro, segundo fontes do governo americano, é que a Casa Branca pretende ampliar a pressão sobre Caracas — agora, com a CIA no centro da estratégia.

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Foto: Shealah Craighead/Casa Branca