Cinco advogados do CV são alvos de operação da PF em Manaus
Há quatro ordens de prisão preventiva e seis ordens de busca e apreensão
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 06/11/2025 às 06:56 | Atualizado em: 06/11/2025 às 08:44
Neste momento, a Polícia Federal (PF) realiza uma operação nas ruas de Manaus. O BNC apurou que o alvo da ação são cinco advogados e um escritório de advocacia que prestam serviços para o Comando Vermelho no Amazonas (CV).
Há quatro ordens de prisão preventiva e seis ordens de busca e apreensão.
Os alvos
O BNC apurou que os alvos da operação de hoje são os seguintes:
- Janai de Souza Almeida – ordem de prisão preventiva e cumprimento de busca e apreensão.
- Alison Joffer Tavares Canto de Amorin – Prisão preventiva e busca e apreensão.
- Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardozo – Prisão preventiva e busca e apreensão.
- Ramyde Escritório ADV – Busca e apreensão.
- Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes – Prisão preventiva e busca e apreensão.
- Janai de Souza Almeida – busca e apreensão.
Sem divulgação
Até o momento a Polícia Federal ainda não se manifestou sobre o assunto. As informações sobre a operação circulam entre advogados do Amazonas.
Conforme o Agora, o repórter Charles Fernandes, da Rede Tiradentes, a Polícia Federal, por meio do Fico (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), deflagrou a operação que tem como principal objetivo, prender o núcleo jurídico do Comando Vermelho (CV) no estado do Amazonas.
Dessa forma, a ação é um desdobramento da operação Xeque-mate e tem como objetivo desarticular o núcleo jurídico os advogados que participavam do grupo operacional do CV e atuavam no sistema prisional do estado.
É que grupo é responsável por intermediar comunicações ilícitas entre lideranças internas e externas, além de facilitar a continuidade de ordens criminosas de caráter interestadual e transnacional.
Sendo assim, a operação é acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazona.
Como resultado, durante as investigações apurou-se que os advogados, com acesso que tinham aos presos, replicavam ordens, bilhetes e deliberações estratégicas predominantes do CV, simulando atos de advocacia para ocultar comunicações ilícitas e repasses financeiros.
Foto: BNC Amazonas
