O presidente do  Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores,  anulou a decisão que colocaria em liberdade o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, dia 8.

A decisão – a sexta nas últimas oito horas – contraria o desembargador Rogério Favreto, que por três vezes determinou a soltura do ex-presidente.

Thompson Flores afirma em seu despacho que deve ser preservada a decisão de Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no TRF-4.

“(…) determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida no evento 17”, diz a decisão do desembargador.

Entendendo

A batalha das decisões judiciais começou por volta das 10h deste domingo quando o desembargador Rogério Favreto acatou o habeas corpus apresentado na sexta-feira, dia 6, por deputados do PT para livrar Lula da prisão.

Logo em seguida, o juiz Sergio Moro, relatou da Lava Jato na primeira instância, emitiu despacho contra a soltura do petista alegando que Favreto não tinha competência para decidir no caso.

O desembargador ignorou Moro e reiterou sua decisão de tirar Lula da sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Na quarta decisão, entra em cena o desembargador Gebran Neto, relator do caso de Lula no TRF-4. Ele suspende mais uma vez a soltura do petista.

Também é ignorado por Favreto que em seguida, dá o prazo de uma hora, a contar das 16h12, para que a Polícia Federal proceda com a libertação do preso.

E já início da noite deste domingo, foi a vez do presidente do TRF-4, Thompson Flores, colocar um ponto final na guerra das decisões judiciais, determinando que Lula deve continuar preso.