A falta de uma solução para uma greve que já dura uma semana, deixando a população sem transporte público coletivo e revoltada, foi o motivo para a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região (TRT-11) pedir intervenção federal.

Depois de se reunir com o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), enquanto a população se revoltava e depredava ônibus e o terminal de integração T4, na zona leste da capital na manhã desta segunda, dia 4, a desembargadora Eleonora Gonçalves pediu a intervenção dos ministérios públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT).

“A intervenção dos dois ministérios públicos é muito importante, porque a intervenção do TRT também tem limites”, disse a magistrada.

Segundo o prefeito, “a preocupação de todas as instituições é o restabelecimento da ordem e a preocupação do TRT vai além, inclusive, do que pode nos processos”, disse-lhe a presidente.

Arthur afirmou que o objetivo da conversa com a presidente do tribunal foi estabelecer “pontos de convergência” para pôr fim à paralisação que “está passando de todo e qualquer limite”.

Pelo descumprimento de ordem judicial, o TRT aplicou multa de R$ 90 mil, quantia a ser bloqueada nas contas do sindicato dos rodoviários. Além disso, majorou o valor da multa de R$ 30 para R$ 200 mil a cada hora que os ônibus deixam de circular na cidade.

 

Greve ilegal e abusiva

A Justiça do Trabalho declarou a greve dos motoristas e cobradores ilegal e abusiva, segundo a presidente do TRT.

“No correr deste dia estaremos em contanto com os dois ministérios públicos para encontrar uma solução que seja viável, que seja jurídica e que seja competente para o encaminhamento dessa paz”, afirmou a desembargadora.

 

Foto: Divulgação/Semcom