Funcionários dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, dia 12.

Segundo a Fentect, federação que reúne a maioria dos sindicatos da categoria, todas as entidades aderiram à paralisação. Entre outras reivindicações, os trabalhadores protestam contra mudanças no plano de saúde da empresa que preveem o pagamento de mensalidades e a exclusão de dependentes.

O início da greve foi marcado para coincidir com o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o assunto, marcado para esta segunda.

Ainda não há informações sobre eventuais exigências de percentual mínimo de operação a ser mantido.

Na última paralisação do tipo, no ano passado, a Justiça determinou que a estatal mantivesse 80% do seu pessoal efetivo trabalhando.

 

Desvalorização da categoria

A categoria contesta, por exemplo, a não realização de concursos públicos pelo governo desde 2011, para a reposição de postos de trabalho perdidos, e a “insistência” por parte da empresa para que funcionários aceitem ingressar em planos de demissão voluntária, que ganharam ênfase nos últimos anos, segundo a Fentect.

É esperada a adesão dos 36 sindicatos filiados, em todos os estados, “contra a retirada de direitos dos trabalhadores, as demissões e a privatização dos Correios”.

“Não há nenhum impedimento para a realização de um novo concurso, provocando a queda na qualidade dos serviços da estatal”, disse a federação, por meio de sua assessoria de imprensa.

Uma redução de quase 20 mil funcionários foi conduzida pelos Correios nos últimos cinco anos. O quadro caiu de 125,4 mil empregados em 2013 para os atuais 106 mil.

Para os sindicatos que representam os funcionários da empresa, o corte de pessoal é uma tentativa de “sucateamento“, com o objetivo de manchar a imagem dos serviços prestados e levar a estatal a um processo de privatização.

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