MPF e defesa de Lula travaram debate ameno no julgamento
Publicado em: 24/01/2018 às 10:56 | Atualizado em: 24/01/2018 às 11:04
Maurício Gerum, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) atuante no recurso do ex-presidente da República Lula da Silva (PT) contra sentença do juiz Sérgio Moro, na operação Lava Jato, disse que “foi patrocinado um movimento que buscou contaminar o processo judicial para que não se permita nada além da absolvição”.
Referia-se a truculência da “tropa de choque do ex-presidente Lula no processo judicial” que está, segundo ele, a ponto de representar coação.
O procurador afirmou que a prova deve ser apresentada pela acusação, mas uma vez apresentada é ônus da defesa apresentar outra que a desacredite.
“Lamentavelmente, Lula se corrompeu”, disse Gerum, na matéria do Notícias ao Minuto.
A defesa
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, falou da nulidade do processo e da sentença, e sobre a escolha da jurisdição para o caso.
Afirmou que Moro não disse na sentença que valores nos contratos da Petrobrás foram utilizados para pagar vantagens indevidas a Lula. Por isso, a competência para o juiz julgar o caso jamais poderia ter existido.
Zanin destacou também que “o poder do Estado tem limite, e não pode ser utilizado desta forma”. Moro, “ao proferir a sentença, construiu uma acusação própria”, complementou.
Ele negou que o tríplex seja de Lula.
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Fotomontagem com imagens reproduzidas do YouTube/TRF-4.
