Campbell quer fim de aposentadoria para juiz criminoso
Corregedor do CNJ critica benefício visto como “prêmio” e cobra mais rigor contra fraudes, corrupção e venda de sentenças
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 29/09/2025 às 22:25 | Atualizado em: 29/09/2025 às 22:35
O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, defendeu o fim da aposentadoria compulsória de juízes condenados por crimes como corrupção, fraudes, desvios e até venda de sentenças.
Para ele, a medida “funciona como um prêmio” ao permitir que magistrados deixem a carreira recebendo salários proporcionais ao tempo de serviço.
Campbell ressaltou que há casos de magistrados com poucos anos de carreira que são afastados da toga, mas garantem vencimentos, o que, em sua avaliação, distorce o caráter punitivo da medida.
Em entrevista, o ministro também criticou práticas consideradas abusivas, como o modelo de trabalho de juízes e promotores que atuam apenas às terças, quartas e quintas-feiras.
“Imagine, juízes ganhando uma fábula se comparar com um trabalhador comum e ainda por cima não querem residir na Comarca. Faça-me o favor”.
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O corregedor ainda atacou privilégios do Ministério Público, como a ausência de promotores no interior dos estados e a remuneração muito acima do teto constitucional.
Campbell classificou como “escândalo” os contracheques e comparou as eleições para procurador-geral a um verdadeiro “bolsa-família” de pagamentos atrasados.
Leia a íntegra no blog de Fausto Macedo, no Estadão.
Foto: TSE/divulgação
