Prefeitos não gostam de ver Lula reajustar piso salarial dos professores
CNM estima impacto de até R$ 8 bilhões e diz que governo impôs aumento sem indicar fonte de custeio.
Publicado em: 22/01/2026 às 10:16 | Atualizado em: 22/01/2026 às 10:17
Prefeitos reagiram à medida provisória assinada pelo presidente Lula que redefine o reajuste do piso do magistério e aumenta a conta das prefeituras. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima impacto de até R$ 8 bilhões.
A MP prevê reajuste de 5,4% em 2026 e eleva o piso de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas semanais. Além disso, muda o cálculo e passa a considerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado à metade da variação anual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Segundo a CNM, o governo editou a medida justamente quando o índice anterior indicaria correção de apenas 0,37%. A entidade também afirma que aumentos reais deveriam ser negociados conforme a situação fiscal local e os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) também cobrou mais participação financeira da União e defendeu que qualquer mudança leve em conta a capacidade de pagamento dos municípios.
Do outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) comemorou o reajuste e disse que ele garante ganho real acima da inflação. Já a Frente Parlamentar Mista da Educação (FPME) apoiou a MP, mas pediu debate no Congresso sobre os parâmetros do piso.
A medida já vale, mas o Congresso precisa analisar o texto em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado.
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Foto: arquivo/Agência Brasil
