Trabalhadores param Argentina contra reforma de Milei

Greve geral na Argentina contra reforma de Javier Milei paralisa Ford, Toyota e Volkswagen, ameaçando exportações para o Brasil.

Publicado em: 19/02/2026 às 17:19 | Atualizado em: 19/02/2026 às 17:19

Nesta quinta-feira (19/2), uma greve geral paralisou diversas fábricas de automóveis na Argentina, em um protesto direto contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

O projeto do Executivo prevê medidas rígidas, como o aumento da jornada de trabalho e endurecimento das regras para férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas.

A paralisação atingiu as plantas de gigantes do setor como Ford, Volkswagen, Toyota, Stellantis e Mercedes-Benz.

A Argentina é estratégica para o setor automotivo brasileiro: em 2025, o Brasil importou cerca de 200 mil veículos do país vizinho, o que representa 40% do total de importações do ano.

Impacto nas montadoras

O movimento interrompeu a produção de modelos com alto volume de vendas no mercado brasileiro:

Toyota: Em Zárate, parou a montagem da Hilux e SW4 (que somaram 66 mil vendas no Brasil em 2025), além da van Hiace.

Ford: A planta de Pacheco interrompeu a fabricação da picape Ranger.

Volkswagen: A produção da Amarok, veículos pesados e transmissões foi afetada.

Stellantis: Interrompeu a fabricação dos modelos Fiat Cronos, Titano e da picape RAM Dakota.

Outras unidades, como a de Palomar (Peugeot e Citroën), já tinham pausas agendadas para atualização.

Mercedes-Benz: A produção da van comercial Sprinter também foi suspensa.

Posicionamento das empresas

A Volkswagen informou que a paralisação em sua fábrica deve durar apenas esta quinta-feira, com retomada prevista para amanhã, sem impactos previstos para os estoques ou entregas no Brasil.

As montadoras Toyota, Ford, Stellantis e Mercedes foram consultadas, mas ainda não se manifestaram sobre o movimento.

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Apesar da magnitude da greve, ainda não há uma previsão exata sobre possíveis efeitos no abastecimento de veículos no mercado brasileiro decorrentes desta paralisação.

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Foto: Reprodução