Alcolumbre foge da CPI do Master, mas pauta proposta bolsonarista de Malta
Presidente do Senado atende pauta da ala bolsonarista enquanto desconversa sobre os pedidos de CPI para o caso Master.
Publicado em: 26/05/2026 às 19:17 | Atualizado em: 26/05/2026 às 19:17
Em meio à forte pressão nos bastidores do Congresso Nacional, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta terça-feira (26/5) que vai instalar “o mais rápido possível” a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Adultização. A medida, contudo, serviu de escudo para o parlamentar esquivar-se das cobranças sobre a abertura de investigações envolvendo o Banco Master.
A CPI pautada por Alcolumbre atende a uma demanda da ala bolsonarista da Casa.
A comissão foi proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES) em agosto de 2025, baseada em denúncias de exploração de menores na internet feitas pelo influenciador digital Felca, e contará com o apoio majoritário de 31 senadores da oposição ao governo federal.
Alcolumbre justificou a prioridade ao tema afirmando que se trata de uma solicitação antiga de Malta.
Por outro lado, o presidente do Senado desconversou ao ser questionado sobre a abertura da CPI do Master.
Atualmente, existem sete pedidos de comissões parlamentares de inquérito — entre iniciativas de governistas e oposicionistas — aguardando análise no Congresso para apurar o escândalo financeiro.
Na última sessão, o parlamentar recusou-se a fazer a leitura dos requerimentos, alegando que o momento da leitura é uma “decisão discricionária” dele enquanto presidente da Mesa.
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A manobra gerou críticas imediatas no plenário.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) elogiou o mérito da proteção à infância, mas apontou o que considerou “evidente esforço para empurrar o escândalo do Master para baixo do tapete”, advertindo que o tamanho das denúncias impedirá o abafamento do caso. A comissão focada na pauta de Malta terá prazo de 180 dias e vigência ao longo do período eleitoral.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
