Flávio Bolsonaro fugiu do debate no Congresso sobre PCC e CV como terroristas

Projeto foi rejeitado no Senado sem resistência candidato da extrema direita.

ALE-AM na obrigação de evitar vexame nacional com Flávio Bolsonaro

Publicado em: 29/05/2026 às 09:31 | Atualizado em: 29/05/2026 às 09:55

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu nesta semana ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida acabou sendo adotada pelo governo americano, mas o tema já havia passado pelo Congresso Nacional sem protagonismo do parlamentar.

A discussão ocorreu durante a tramitação do chamado PL Antifacção. No Senado, uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) propunha equiparar facções criminosas a organizações terroristas, mas foi rejeitada pelo plenário.

Enquanto aliados de Flávio, como Sergio Moro (União-PR), Damares Alves (Republicanos-DF), Jorge Seif (PL-SC) e Carlos Portinho (PL-RJ), defenderam publicamente a proposta, o senador não participou do debate nem teve voto favorável registrado quando a emenda foi analisada.

Antes disso, Flávio votou a favor do texto principal do projeto, que não incluía a classificação das facções como grupos terroristas. A votação específica da emenda ocorreu de forma simbólica e acabou derrotada.

Questionado sobre sua ausência, o senador afirmou que acompanhava a sessão remotamente e atribuiu a falta de registro do voto a uma mudança no formato da deliberação.

Durante a discussão no Senado, o relator da matéria, Alessandro Vieira (MDB-SE), argumentou que classificar facções como terroristas poderia abrir espaço para sanções internacionais e possíveis interferências externas sobre o Brasil. O entendimento era semelhante ao defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Agora, já em pré-campanha presidencial, Flávio transformou a proposta em uma de suas bandeiras de segurança pública e levou o pedido diretamente à Casa Branca.

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado