Tragédia do Encontro das Águas: buscas cessam sem achar desaparecidos

Quase cinco meses após o naufrágio da lancha que saiu de Nova Olinda do Norte, operação é encerrada e comandante segue foragido.

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 08/07/2026 às 13:34 | Atualizado em: 08/07/2026 às 13:36

Quase cinco meses após o naufrágio da lancha que fazia a linha entre Nova Olinda do Norte e Manaus, o Corpo de Bombeiros do Amazonas, no dia 13 de fevereiro, encerrou as buscas pelos desaparecidos da tragédia ocorrida no Encontro das Águas, um dos acidentes fluviais de maior repercussão dos últimos anos no estado.

Durante a operação, a embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade, mobilizando mergulhadores, equipes da Defesa Civil, embarcações de resgate e uma ampla força-tarefa do Governo do Amazonas. Apesar dos esforços, nem todos os desaparecidos foram encontrados.

O acidente, registrado em 13 de fevereiro, deixou três mortos e cinco desaparecidos, além de 71 sobreviventes resgatados com vida.

O naufrágio reacendeu o debate sobre a segurança da navegação nos rios amazônicos e a fiscalização das embarcações que fazem o transporte regular de passageiros entre os municípios do interior e Manaus.

Leia mais

Investigação permanece aberta

Além da dor das famílias que nunca puderam sepultar todos os seus parentes, o caso continua cercado por pendências na esfera criminal.

O comandante da lancha chegou a ser preso nos dias seguintes ao acidente, mas obteve liberdade por decisão judicial. Desde então, não há registro no noticiário de que ele tenha sido localizado novamente pela polícia ou reapresentado às autoridades para responder ao processo, circunstância que também passou a integrar as dúvidas em torno da responsabilização pelo desastre.

Com o encerramento das buscas, a fase operacional da tragédia chega ao fim.

Permanecem, entretanto, a investigação sobre as causas do naufrágio, a definição das responsabilidades civis e criminais e a expectativa das famílias por respostas que ainda não vieram.

Leia mais

Leia mais no G1.

Foto: divulgação