“Chega de impostos é o nosso lema”, reagiu o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ao saber que seu eventual ministro da Fazenda, Paulo Guedes, falou em criar uma contribuição tributária semelhante à extinta CPMF, caso Bolsonaro assuma o Planalto.

As declarações do economista e guru da campanha do capitão da reserva do Exército a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter.

Bolsonaro está internado no Hospital Albert Einstein , em São Paulo, e se recupera de um atentado à faca sofrido em 6 de setembro.

Guedes defendeu ainda uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas.

A taxa também incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos.

O anúncio de sua provável reforma tributária, que ainda prevê a eliminação da contribuição patronal para a Previdência, foi feito em evento fechado e organizado pela GPS Investimentos, empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares.

A informação foi publicada, nesta terça-feira (19), pelo jornal Folha de S.Paulo, confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida por IstoÉ.

Em Bauru, no interior de São Paulo, o general Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.

A “nova CPMF” seria usada, segundo a reportagem, para financiar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A volta da contribuição chegou a ser cogitada no final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) como uma solução para cobrir o rombo no Orçamento, mas a proposta acabou sendo abandonada devido à falta de apoio no Congresso.

 

Foto: Divulgação/PSL