O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse, nesta sexta-feira (7), que o governo quer uma moeda única para a América do Sul, uma nova moeda que poderia travar aventuras socialistas no hemisfério ao manifestar preocupação com eventual retorno do governo de Cristina Kirchner à Argentina, conforme publicou a Agência Brasil.

A proposta da moeda foi apresentada, ontem (6), pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Bolsonaro, a ideia é começar pelo Brasil e Argentina, que são os maiores países sul-americanos, e depois expandi-la para outras nações, se elas desejarem.

“Uma família começa com duas pessoas. A ideia foi lançada na Argentina. O que ouvi o Paulo Guedes dizer é que ele gostaria que outros países se preocupassem com isso e quem sabe fazer uma moeda única aqui na América do Sul”.

Segundo o presidente, a nova moeda pode representar perdas e ganhos, mas, de um modo geral, o país tem muito mais a ganhar do que perder.

Bolsonaro disse esperar que o Mercosul consiga fechar, ainda este ano, um acordo comercial com a União Europeia.

E demonstrou preocupação com uma possível eleição de Cristina Kirchner no próximo pleito presidencial argentino.

“Obviamente existe uma preocupação de todos que são amantes da democracia e da liberdade dos destinos que porventura a Argentina possa tomar”, disse durante cerimônia de formatura de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro.

 

Vice-presidente Hamilton Mourão
Foto: Valter Campanato/ABr

 

Mourão

O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse também nesta sexta-feira (7), que a criação de moeda única para a América do Sul seria um avanço para os países da região, assim como foi para a União Europeia a criação do euro.

“Óbvio que se houver possibilidade, se é factível isso, é um baita de um avanço. A União Europeia tem sua moeda única, que é o euro. Se nós chegarmos aqui, na América do Sul, a um passo desse, acho que seria bom para todo mundo”, afirmou.

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, disse que a decisão de implementar o projeto de uma moeda única compartilhada por Brasil e Argentina é política e exige convergência de políticas econômicas e fiscais.

 

Foto: Tânia Rêgo/ABr