Caso Djidja: STJ mantém preso fornecedor de ketamina à seita Pai, Mãe, Vida

Coach era responsável por conseguir a substância usada em rituais da família

Mãe, irmão e namorado da sinhazinha Djidja pegam 10 anos de cadeia

Publicado em: 03/10/2025 às 21:20 | Atualizado em: 03/10/2025 às 21:23

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus ao coach Hatus Moraes Silveira, acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico no caso da morte da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso.

Djidja foi encontrada morta, em Manaus, com sinais de overdose causada pelo uso de ketamina. 

Segundo as investigações, Hatus era responsável por conseguir a substância usada pela ex-sinhazinha em rituais com outros membros da família, como a mãe e o irmão.

A decisão, assinada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 29 de setembro.

A defesa alegava constrangimento ilegal, excesso de prazo e ausência de revisão periódica da prisão, além de pedir prisão domiciliar por razões médicas.

O relator, porém, considerou que o habeas corpus não poderia ser usado para levantar teses não analisadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que havia apenas anulado a sentença por falha processual.

Com a negativa, Hatus permanece preso preventivamente enquanto o processo volta à fase de instrução na 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus.

Morte Djidja

Djidja foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, com sinais de overdose por ketamina. A polícia descobriu que a droga era usada em rituais do grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, liderado por sua mãe, Cleusimar Cardoso, e seu irmão, Ademar Farias, que se apresentava como “guru” espiritual.

O grupo defendia o uso da substância para alcançar “elevação espiritual” e é investigado também por abusos sexuais e abortos durante os encontros.

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Foto: reprodução/Instagram