A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (5), o Projeto de Lei 10160/18, do Senado, que prorroga incentivos fiscais para empresas instaladas nas áreas de atuação das superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco) – neste último caso, exceto as do Distrito Federal.  As informações são da Agência Câmara Notícias.

A relatora, deputada Marinha Raupp (MDB-RO), recomendou a aprovação.

“Se a Constituição prevê esses instrumentos para reduzir as desigualdades regionais, será perfeitamente legítima a continuidade da aplicação desses instrumentos enquanto essas desigualdades persistirem”, disse ela (foto).

A proposta altera a Medida Provisória 2.199-14, em vigor desde 2001, para ampliar de 2018 para 2023 o prazo para que empresas com projetos aprovados nessas três superintendências tenham direito à redução de 75% do Imposto de Renda (IR) calculado com base no lucro.

Prevê ainda a possibilidade de retenção de 30% do IR devido como depósito para reinvestimento – um incentivo para projetos de modernização ou compra de equipamentos.

 

Reinvestimento

O texto em análise pela Câmara dos Deputados também altera a Lei 8.167/91 para permitir que, até 2023, as empresas instaladas na área de atuação das três superintendências possam empregar, como capital de giro, metade do valor aplicado como reinvestimento.

Marinha Raupp recomendou ainda a rejeição de dois textos apensados ao projeto do Senado.

Segundo ela, o PL 8967/17 trata apenas da prorrogação dos incentivos, mas não inclui as empresas instaladas na área de abrangência da Sudeco.

Já o PL 9022/17 contraria norma vigente (Lei 13.473/17) ao prever quer os benefícios fiscais sejam estendidos para além de cinco anos.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Foto: Michel Jesus/Câmara dos deputados