Amom, Sidney e Átila foram os votos do AM contra PEC da blindagem

A proposta, que segue agora pro Senado, diz que parlamentares só podem ser processados com autorização da Câmara e Senado

Amom Átila e Sidney Leite

Iram Afaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 17/09/2025 às 05:29 | Atualizado em: 17/09/2025 às 08:21

Dos oito deputados do Amazonas, Amom Mandel (Cidadania), Sidney Leite (PSD) e Átila Lins (PSD) foram os únicos da bancada a votar contra a chamada PEC da Blindagem. A proposta foi aprovada em dois turnos na noite desta terça-feira (16) na Câmara dos Deputados.

O texto protege deputados federais e senadores de ações judiciais. A proposta, que deverá ir a voto ainda pelos senadores, diz que parlamentares só podem responder a processos com autorização da Câmara e do Senado.

Por se tratar de emenda à Constituição, eram necessários 308 votos para a aprovação.

Placar de votação

No primeiro turno, a PEC recebeu 353 votos favoráveis e 134 contrários. No segundo, foram 344 favoráveis e 133 contrários.

Votos do AM sim à PEC da blindagem

Na bancada, votaram a favor da PEC Adail Filho (Republicanos), Alberto Neto (PL), Fausto Jr. (União Brasil), Pauderney Avelino (União Brasil) e Silas Câmara (Republicanos).

“Depois de 47 anos de mandato , 12 como deputado estadual e 35 anos como deputado federal, nunca tive nenhum processo, não seria agora que votaria a favor de blindagem para os parlamentares. Defendo as prerrogativas dos parlamentares, sem, no entanto, permitir e ocultar os mal feitos dos parlamentares”,

destacou Átila Lins

“Chegamos ao fundo do poço. Quem sempre disse ser contra os privilégios foi lá e votou a favor da PEC da blindagem, abrindo a porteira pra corrupção”,

disse Amom.

“Diferentemente do que se apregoa no senso comum, as prerrogativas não podem ser confundidas com privilégios incompatíveis com o princípio republicano”,

defende o deputado Claudio Cajado (PP-BA), relator da proposta.

Para ele, são “garantias indispensáveis à própria viabilidade institucional do Poder Legislativo, pilar fundamental do Estado democrático de direito e resgata o texto inicial da Constituição de 1988.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu da Mesa a aprovação da matéria.

“A decisão, com apoio da maioria do colégio de líderes, é para que este plenário possa deliberar sobre as garantias constitucionais de que nossos mandatos precisam”, considera Motta.

O que diz a PEC

A PEC estabelece que, a partir da expedição do diploma, os parlamentares não poderão ser presos. Ressalva, porém, que prisão pode, mas em flagrante de crime inafiançável. O texto diz que nem processados criminalmente sem prévia autorização de suas respectivas Casas pode ocorrer prisão.

A PEC também cria privilégio para que presidentes de partidos só possam responder a processo e ir a julgamento no STF.

Fotos: Divulgação/Câmara

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