O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) criticou, na manhã desta terça-feira, dia 11, o projeto do governo federal batizado de “Plano Dubai”, que propõe novas matrizes econômicas para a região amazônica com o objetivo de encerrar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Esse Plano Dubai sem antes se pensar em infraestrutura para a região amazônica é mais uma promessa. Então, o Governo Federal diz por um lado que não tem dinheiro para pagar o programa Bolsa Família neste mês e está dizendo que tem um Plano Dubai para fazer investimentos de bilhões de dólares aqui na Amazônia? Eles estão brincando com a gente, vão querer que a gente acredite nessa história? Brincadeira”, disse Serafim durante discurso na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

Reportagem da Folha de São Paulo publicada na tarde de ontem revelou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) prepara, por meio da Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), um novo projeto que propõe diversificar a matriz econômica da região Norte com agronegócio, turismo e biotecnologia.

 

Leia mais 

Revelado plano Dubai do governo Bolsonaro para trocar ZFM por polos

 

Segundo a reportagem, o projeto foi apelidado pelo titular da Sepec, Carlos da Costa, como “Plano Dubai”, por ser uma referência ao emirado que, no passado, previu o fim de suas reservas de petróleo e gás. O programa pretende estimular cinco polos econômicos: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura.

 

E a infraestrutura?

Mas Serafim alerta, que sem superar as barreiras de infraestrutura impostas pelo excesso de burocracia, a região não terá viabilidade mínima para avançar em outras matrizes.

 

Leia mais

Paulo Guedes tem “meta concreta” para tirar incentivos da ZFM

 

“O Brasil tem disposição para vencer as barreiras burocráticas que são imensas? Nós estamos há 35 anos tentando abrir a BR-319, são duas gerações e não conseguimos. Aqui não se consegue construir um porto novo por questões burocráticas. Ora, se nós não conseguimos nem sequer superar a burocracia, que dirá os recursos que são necessários para, por exemplo, levar uma extensão do Linhão de Tucuruí de Itacoatiara a Autazes, para poder viabilizar a silvinita. Então, tudo isso são bilhões de dólares a serem investidos e eu não creio que o Governo Federal tenha essa bala na agulha”, declarou o deputado.

 

*Com foto e informações da assessoria de imprensa.