Caso Master: governador torrou R$ 1,5 bi do BRB por sua conta e risco
Afirmação é do site Metrópoles, e repercute no país.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 07/04/2026 às 11:25 | Atualizado em: 07/04/2026 às 11:25
O Banco de Brasília (BRB) adquiriu R$ 1,5 bilhão em ativos anteriormente pertencentes ao Banco Master e investidos em fundos administrados pela Reag,. Ou seja, as aquisições ocorreram a tempo de serem incorporadas aos balanços do terceiro trimestre tanto do BRB quanto do Banco Master.
Conforme informação do ICL Notícias, pouco depois de a instituição financeira ter sido alvo da operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigava lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As informações constam em reportagem publicada nesta terça-feira (7) pelo site Metrópoles, assinada pelos repórteres Demétrio Vecchioli e Isadora Teixeira, com base em documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).
Os documentos revelam que essas compras foram aprovadas antes da elaboração de pareceres técnicos de risco. Posteriormente, análises internas apontaram que a estrutura dos ativos apresentava semelhanças com modelos fraudulentos já investigados por autoridades.
Mesmo diante de alertas, o BRB avançou nas aquisições. Em novembro de 2025, a instituição aprovou uma nova rodada de compras, no valor de R$ 481 milhões, apesar do agravamento da situação financeira do Banco Master e de sinais de irregularidades envolvendo a Reag.
Entre os ativos adquiridos estavam ações de empresas com baixa liquidez, patrimônio incerto e até inconsistências cadastrais, como endereços incorretos. Também havia preocupações relacionadas ao possível cancelamento do registro da gestora junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Na prática, segundo os documentos, o banco comprou fundos e ativos sem clareza sobre sua origem ou valor real. Relatórios internos já indicavam elevado risco, concentração excessiva de ativos e potenciais falhas nos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
O caso levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo BRB na análise e aprovação das operações, especialmente em um contexto de investigações criminais envolvendo as instituições relacionadas aos ativos adquiridos.
Enquanto isso, Ibaneis Rocha (MDB) deixou o comando do governo do Distrito Federal na segunda-feira (30) para disputar uma cadeira no Senado Federal.
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Foto: reprodução/Tv Globo
