Compaj, Ipat e UPP têm presos acima da capacidade, aponta CNJ

Relatório mostra unidades do Amazonas operando além do limite e expõe gargalos no sistema prisional

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 09/12/2025 às 15:59 | Atualizado em: 09/12/2025 às 15:59

Segundo o relatório do Geopresídios, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os principais presídios do Amazonas seguem superlotados, muitos deles acima da média nacional de 150,3%.

Em Manaus, a situação mais crítica aparece na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), que abriga 1.108 presos para 621 vagas, totalizando 178% de ocupação. Na sequência, o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) registra 686 presos em 674 vagas, alcançando 102% da capacidade.

Além deles, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) mantém 989 presos para 878 vagas, atingindo 113% de lotação.

No interior, o cenário também é de forte pressão sobre o sistema. Em Parintins, a unidade prisional opera com 127 presos para 36 vagas, chegando a 353% de ocupação. Da mesma forma, em Tefé, a taxa alcança 182%, resultado de 227 presos para 125 vagas.

Além disso, delegacias de pequeno porte também apresentam superlotação, como é o caso da 80ª Delegacia de Beruri, que mantém 25 presos em 8 vagas.

Ao todo, o levantamento do CNJ considerou 1.836 unidades inspecionadas nos últimos três meses.

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Foto: divulgação