Deputado do Psol é retirado à força do plenário da Câmara a mando do presidente
Parlamentar protestava contra possível cassação e foi retirado à força do plenário da Câmara. A imprensa foi impedida de cobrir.
Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 09/12/2025 às 19:43 | Atualizado em: 09/12/2025 às 19:45
O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) foi retirado à força do plenário da Câmara na tarde desta terça-feira (9 de dezembro).
Braga estava sentado na mesa diretora tentando obstruir os trabalhos legislativos. Era um protesto contra a sua possível cassação porque quebra de decoro
Ele é um dos parlamentares federais que podem ser cassados, juntamente com a deputada Carla Zambelli (PL-SP, foragida da justiça brasileira e hoje presa na Itália.
Assim como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deixou o Brasil e o mandato no início deste ano e tudo indica que será cassado por faltas às sessões da Câmara.
Os processos de cassação desses três deputados deverão ser analisados e votados pelo plenário nesta quarta-feira (10 de dezembro).
A questão é que Glauber Braga deve perder o mandato por empurrado e expulsado da Câmara um manifestante do MBL (Movimento Brasil Livre) em abril de 2024.
Agressão aos jornalistas
Ao mesmo tempo que retirava à força um parlamentar, eleito pelo voto direto, de seu local de trabalho, o plenário da Câmara, a direção da casa também impediu que jornalistas de todo o país fizesse a cobertura dos acontecimentos.
Os policiais legislativos fecharam as portas do plenário e impediram a presença da imprensa que ficou do lado de fora.
A Federação Nacional dos Jornalisras (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) repudiam veementemente o episódio de violência contra profissionais de imprensa na Câmara dos Deputados.
Assim como o desligamento do sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo os acontecimentos do plenário da casa.
As imagens veiculadas mostram os profissionais agredidos por policiais legislativos.
A Fenaj e o Sindicato do DF consideram extremamente grave o cerceamento ao trabalho da imprensa e a liberdade ao direito de informação da população.
As duas entidades cobram explicações do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e responsabilização do mesmo e de todos que agrediram os jornalistas.
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