Em artigo que publicou em seu Blog do Sarafa, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), economista e especialista em questões tributárias, analisa os prejuízos do decreto do governo federal que altera drasticamente a alíquota de IPI (Imposto de Produtos Industrializados) para a matéria-prima do polo de concentrados da Zona Franca de Manaus (ZFM), de 20 para 4%, a fim de cobrir o rombo deixado pelos subsídios ao diesel dos caminhoneiros.

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Serafim pergunta “quem vai pagar o pato” do subsídio do diesel concedido pelo governo do presidente da República, Michel Temer (MDB), para encerrar paralisação de caminhoneiros insuflada por empresas transportadoras, para logo em seguida responder:

“Sim, nós vamos pagar o pato… polo de concentrados da Zona Franca vai pagar a conta pelo subsídio ao diesel”.

Ele avalia que o Decreto 9.394, de ontem, “inviabiliza a permanência do polo de concentrados em Manaus. Esse setor responde por um terço do faturamento do nosso polo industrial”.

Serafim disse que o IPI é o atrativo da ZFM para as empresas, e que essa alíquota já foi de 40% há 25 anos e hoje o governo federal reduz para 4%.

“Os seus fabricantes vieram para cá exatamente porque não pagavam essa alíquota e geravam crédito em valor correspondente ao que deixou de ser pago. Essa é a regra do jogo”, afirmou.

“Não estranhem se houver uma mudança em bloco para um dos países do Mercosul, em especial o Paraguai”, alertou Serafim.

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