Por Iram Alfaia, de Brasília

 

Em discurso nesta terça-feira, dia 14, o deputado José Ricardo (PT) cobrou do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a nomeação dos novos reitores dos institutos federais eleitos no Amazonas, Bahia, Pará e Rondônia.

O parlamentar ainda destacou matéria do BNC AMAZONAS dando conta de um contingenciamento de R$ 203,5 milhões para diversos projetos no Amazonas.

“O presidente da República ainda não nomeou os novos reitores dos institutos federais eleitos recentemente (…) Eles foram eleitos democraticamente, com a participação dos alunos e funcionários das instituições”, reclamou o petista. Assista ao discurso.

O deputado citou o caso do reitor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Antonio Venâncio Castelo Branco, que está ocupando o cargo de forma provisória.

“Vamos enviar cobrança por escrito para que o Ministério da Educação garanta o processo democrático e os reitores eleitos sejam empossados definitivamente”, cobrou.

José Ricardo fez destaque a matéria do BNC sobre os cortes de projetos no Amazonas da ordem de R$ 203,5 milhões, a partir dos dados da Secretaria de Orçamento Federal, no dia 07 de maio.

“Na Universidade Federal do Amazonas teve um corte de R$ 38 milhões, conforme confirmado pelo reitor Sylvio Puga. Vai afetar o seu funcionamento e talvez corte de serviços essenciais na instituição”, lamentou o deputado.

No Instituto Federal (Ifam), foram confirmados cortes de R$ 24,5 milhões. “Mas o informado é que o corte vai atingir 38% do orçamento da instituição de ensino técnico, prejudicando o funcionamento das unidades no interior do estado”, afirmou.

“Há cortes em projetos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), manutenção e recuperação da BR-174; portanto, há menos recursos para essa estrada”, discursou.

E prosseguiu: “Houve cortes também em investimentos previstos para alguns trechos da BR-319. Houve corte até mesmo para a construção e manutenção de portos, que são fundamentais para o interior do Amazonas, porque uma parte da sede dos municípios está localizada à beira dos rios. Esses investimentos foram cortados”.

Ele ainda lembrou dos projetos de demarcação de terras indígenas paralisados, o que ameaça as comunidades indígenas sob pressão do agronegócio e da mineração.

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Foto: BNC AMAZONAS