O que tinha nas malas de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo com dono do ‘tigrinho’?
PF investiga o porquê da Receita permitir que cinco malas não tenham sido fiscalizadas no raios-X do aeroporto.
Publicado em: 29/04/2026 às 08:41 | Atualizado em: 29/04/2026 às 08:45
Cinco malas que entraram no Brasil sem passar pelo raio-X colocaram autoridades no centro de uma investigação da Polícia Federal. No voo estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O episódio ocorreu em abril de 2024, no retorno de uma viagem a São Martinho, no Caribe, em avião do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado a plataformas de apostas online.
Além de Motta e Ciro, estavam na aeronave os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
Segundo a investigação, o auditor fiscal Marco Antônio Canella autorizou que cinco volumes passassem sem inspeção no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP).
A Polícia Federal apura possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.
Hugo Motta confirmou presença no voo e afirmou que seguiu os protocolos aduaneiros. Os demais citados não responderam até a publicação.
A Receita Federal informou que eventuais apurações internas ocorrem sob sigilo.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso em até cinco dias.
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