A análise da reforma da Previdência ficou para segundo plano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, dando lugar ao orçamento impositivo, que trata das bilionárias emendas parlamentares. O partido Novo não gostou e reagiu: “As emendas parlamentares são feitas “para chantagear em eleição”, desabafou o deputado Gilson Marques (foto).

A “treta” começou, nesta segunda-feira (15), quando os deputados aprovaram requerimento de inversão de pauta e começaram a analisar a proposta que amplia o orçamento impositivo (PEC 34/19). As informações são da Agência Câmara Notícias.

Em seguida, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) fez a leitura de seu parecer sobre a proposta.

A discussão da reforma da Previdência (PEC 6/19) só deve começar depois que o orçamento impositivo for analisado.

Apenas PSDB, Patriota e Novo votaram contra a inversão de pauta.

Até mesmo o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, encaminhou favoravelmente à inversão.

 

Emendas parlamentares

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) defendeu a reforma da Previdência como primeiro item da pauta.

Segundo ele, as emendas parlamentares ao Orçamento são feitas “para chantagear voto em época de eleição”. “Portanto, o partido Novo é contra as emendas”, afirmou.

A declaração gerou reação dos deputados na CCJ.

O deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA) pediu que a fala de Marques fosse retirada das notas taquigráficas da reunião.

“Esta Casa não é lugar de chantagista. Não é possível um discurso para desmoralizar esta Casa”, afirmou Oliveira Maia.

Gilson Marques disse que não quis ofender e sim esclarecer a posição de seu partido, que defende o envio de recursos públicos diretamente aos municípios, e não centralizados na União, fazendo com que sejam necessárias emendas dos parlamentares para que o dinheiro chegue nas cidades.

 

Foto: Câmara dos Deputados