Próximos passos do STF diante da lei da dosimetria
Aprovado na Câmara, projeto segue ao Senado e, se virar lei, terá aplicação caso a caso pelo STF
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 10/12/2025 às 17:18 | Atualizado em: 10/12/2025 às 17:19
A Câmara aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10 de dezembro), o projeto de lei da dosimetria, que reduz penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O texto segue para o Senado e, caso vire lei, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular individualmente cada pena.
O tribunal poderá aplicar a lei de ofício ou mediante pedido da defesa. Alexandre de Moraes, relator dos processos, decidirá sozinho ou poderá levar o tema à Primeira Turma, após parecer da PGR.
O ponto central é o impacto no caso de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por cinco crimes.
O relator do texto na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), calcula que, com as novas regras, o ex-presidente ficaria apenas “dois anos e quatro meses” no regime fechado, bem menos que os seis anos e dez meses determinados atualmente.
Após a votação no Senado, a proposta seguirá para sanção ou veto do presidente Lula. Havendo veto total ou parcial, caberá ao Congresso dar a palavra final.
Em setembro, ministros da Primeira Turma alertaram que derrubariam qualquer forma de perdão, mas não se posicionaram sobre redução de penas. Na ocasião, Moraes afirmou:
“Não cabe indulto pelo presidente, não cabe anistia pelo Congresso e não cabe perdão pelo Judiciário em crimes contra a democracia”.
Saiba mais em Carta Capital.
Foto: Gustavo Moreno/STF
