O coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes, amigo do futuro presidente da República, o capitão Jair Bolsonaro (PSL), e do vice, o general Hamilton Mourão (PRTB), é dado como nome certo para assumir o comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Aliados do futuro governo no Amazonas dizem que o processo de nomeação de Menezes já avançou 99,99%.

 

Suporte  

Fontes do futuro governo informam que o nome de Menezes está tão consolidado que a equipe de transição já está cuidando da formação do segundo escalão.

Nesse caso, o primeiro nome cogitado é o do ex-superintendente da autarquia Gustavo Igrejas, que conhece bem o órgão e pode ser o braço direito do coronel. Menezes é especialista em logística e a coisa mais complexa que pilotou foram caças de guerra.

 

Tradição

Quando a Suframa era Suframa, que possuía orçamento e tinha poder equivalente ao de prefeito de Manaus, os governadores não abriam mão de colocar na cadeira de superintendente um aliado. Isso, pela tradição política, ocorreu nos governos Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz, até 2014.

 

Prepostos

Como o coronel Menezes poderá chegar à Suframa de porteira fechada, com elevado grau de confiança de Bolsonaro, o senador Omar Aziz (PSD) e o deputado federal Silas Câmara (PRB) poderão ser prepostos que o indicaram para a superintendência.

 

Inteligência

O governador diplomado Wilson Lima (PSC) pode ter comprado um problema no poder Judiciário ao definir o delegado Sandro Sarkis, da Polícia Civil, como futuro secretário-adjunto de Inteligência (Seai), da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

É que na pasta executiva estava Herbert Lopes, bastante elogiado no meio policial pela competência com que conduziu as ações de inteligência no apoio ao sistema. Ele era dado como certo para continuar no cargo.

Lopes é irmão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e atual diretor da Escola Superior de Magistratura Flávio Pascarelli, o desembargador mais articulado da corte.

 

Parlamentarismo 

A Câmara Municipal de Presidente Figueiredo fez ontem à noite uma exibição de força e distanciamento do Executivo local.

O poder Legislativo inaugurou sua nova sede com a presença de apenas sete dos onze membros da casa.

E sem a presença do prefeito Romeiro Mendonça (PDT). Nem mesmo representante da prefeitura foi ao evento.

 

Para cassar…

A propósito, nesta quinta, durante a inauguração da obra, o que mais se ouvia era o comentário de que, com a força que o Legislativo está, basta só mais um voto de vereador para cassação do prefeito de Presidente Figueiredo.

Com oito vereadores, a oposição a Mendonça na câmara fica com dois terços dos votos.

 

Foto: Reprodução/internet