O governador Amazonino Mendes (PDT) não está no time de 11 que deixam o mandato neste final de ano com o caixa sem recursos para cobrir despesas. O levantamento é do Estadão/Broadcast, com dados do Ministério da Fazenda.

Amazonino teve em seu quarto mandato de governador pouco mais de um ano e dois meses para recuperar um estado quebrado financeiramente em certos setores.

Na saúde, segundo ele, o rombo que herdou em dívidas com fornecedores e servidores em torno de R$ 1,7 bilhão. Amazonino disse que ainda resta a pagar cerca de R$ 500 milhões.

“Eu ainda não sei quanto é, mas vai ficar muito dinheiro em caixa”, disse o governador em entrevista ao programa “Manhã de Notícias”, de Ronaldo Tiradentes.

Segundo ele, a arrecadação cresceu bastante. Inclusive, neste mês, é recorde, afirmou

O governador se gaba de não deixar dívida de empréstimo durante o mandato, ao contrário do que quando recebeu o governo em outubro de 2017. Ele disse que pegou o caixa do governo no “miserê” (dificuldade de recurso).

 

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Em risco

Os 11 governadores que devem passar um caixa furado aos sucessores são dos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Rio Grande do Norte.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não permite essa situação, e o Código Penal prevê crime com pena de 1 a 4 anos de prisão.

O governador que sai deve pagar todas as despesas feitas em seu mandato até 31 de dezembro, ou deixar dinheiro em caixa para isso.

A estimativa do rombo que deve ficar para os eleitos é de R$ 78,4 bilhões.

Leia a matéria completa no Estadão.

 

Foto: BNC Amazonas