Como núcleo da desinformação de Bolsonaro atuou para 8 de Janeiro

Segundo a PGR, narrativas falsas disseminadas pelo grupo contra o sistema eleitoral contribuíram diretamente para ataques às sedes dos Três Poderes

Publicado em: 14/10/2025 às 20:02 | Atualizado em: 14/10/2025 às 20:02

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta terça-feira (14) a condenação de sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo da desinformação” da trama golpista de 8 de janeiro de 2023.

Segundo ele, as “narrativas falsas” disseminadas pelo grupo contra o sistema eleitoral contribuíram diretamente para o clima de instabilidade que resultou nos ataques às sedes dos Três Poderes.

O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi suspenso após as sustentações orais das defesas. Com isso, deve ser retomado na próxima terça-feira.

Entre os acusados estão o ex-major do Exército Ailton Barros, o major da reserva Ângelo Denicoli, o engenheiro Carlos Rocha, o subtenente Giancarlo Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, o policial federal Marcelo Bormevet e o coronel Reginaldo Vieira de Abreu.

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De acordo com a PGR, o grupo teria espalhado boatos sobre fraudes nas urnas eletrônicas, tentado influenciar o relatório do Ministério da Defesa sobre as eleições e pressionado as Forças Armadas a aderirem a um plano golpista.

Segundo Gonet, essas ações “deram impulso à ruptura institucional” de janeiro de 2023.

Já as defesas pediram a absolvição dos réus sob o argumento de falta de provas e de que as participações foram pontuais, sem ligação direta com os atos golpistas.

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Foto: Gustavo Moreno/STF