A defesa do ex-presidente da República Lula da Silva (PT), condenado neste dia 6 na operação Lava Jato pela juíza Gabriela Hardt a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso sítio de Atibaia (SP), ainda não sabe se vai recorrer à 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná ou diretamente ao Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4).

O prazo de recurso é de dez dias após a sentença.

Enquanto isso, a defesa do condenado, sob o comando do advogado Cristiano Zanin Martins, o mesmo do caso tríplex do Guarujá (SP), que rendeu outros 12 anos e 1 mês de prisão a Lula desde abril de 2018, pelos mesmos crimes, se limitou até agora a acusar a juíza Gabriela Hardt de ter errado na sentença.

 

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Isso porque a magistrada, em apenas um trecho de uma das dezenas de páginas da sentença, se confundiu citando os nomes de Léo Pinheiro e José Aldemário como se fossem delatores distintos. Mas, ambos se tratam da mesma pessoa.

 

Léo Pinheiro, da OAS, o delator

Ele é o ex-presidente da empreiteira OAS Aldemário Pinheiro Filho, que tem o apelido de Léo Pinheiro, delator premiado da Lava Jato. Seus depoimentos foram fundamentais para ambas as condenações de Lula.

Para Zanin, ela transformou “depoimento de um delator que não tem valor probatório em dois depoimentos com valor probatório”.

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Foto: Reprodução/YouTube Jornal da Gazeta