Mais de 100 mil mulheres são esperadas na Marcha das Margaridas
Além das brasileiras do campo, da floresta, das águas e das cidades, evento vai ter representantes de 33 países
Publicado em: 15/08/2023 às 11:58 | Atualizado em: 15/08/2023 às 11:59
Mais de 100 mil mulheres brasileiras do campo, da floresta, das águas e das cidades, além de representantes de 33 países, são esperadas nesta terça (15) e quarta-feira em Brasília, 

O evento, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações e sindicatos filiados e 16 organizações parceiras, ocorre a cada quatro anos e a edição de 2023 tem o lema Pela Reconstrução do Brasil e pelo bem viver.
São trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, sem-terra, extrativistas, da comunidade LGBTQIA+ e moradoras de 


Pautas
As principais demandas reivindicadas este ano pelas “margaridas” estão 

Democracia participativa e soberania popular;
Poder e participação política das mulheres;
Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo;
Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade;
Proteção da natureza com justiça ambiental e climática;
Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética;
Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios;
Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns;
Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional;
Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda;
Saúde, Previdência e Assistência Social pública, universal e solidária;
Educação Pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo;
Universalização do acesso à internet e inclusão digital.
A coordenadora-geral da Marcha das Margaridas e secretária de Mulheres da Contag, a piauiense Mazé Morais, comentou, em entrevista à 


“Construímos uma pauta e a entregamos ao governo [federal] em 21 de junho. Um governo do campo popular democrático. A nossa expectativa é que as autoridades, no ato de encerramento da marcha, possam, de fato, fazer anúncios relevantes 

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“Essa é a marcha da esperança, porque estamos muito confiantes 



A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, disse 


Inspiração
Desde 2000, o nome da marcha é uma homenagem a 

O caso de Margarida Maria Alves chegou 



Quatro décadas após o assassinato da paraibana, a secretária Mazé Morais 
Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

