País renova recado ao Congresso: nem anistia nem dosimetria a Bolsonaro
Um dia após ato pífio de Michelle e Malafaia, pesquisa aponta rejeição crescente do brasileiro
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/10/2025 às 16:15 | Atualizado em: 08/10/2025 às 23:16
A rejeição popular a qualquer medida de perdão ou redução de penas para os condenados pela tentativa de golpe e pelos atos de 8 de janeiro de 2023 voltou a crescer. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (8), a população demonstra maior resistência à anistia e à dosimetria, refletindo pressão sobre o Congresso para manter punições integrais.
Os dados mostram que os contrários à anistia subiram de 41% para 47%. Além disso, 52% dos brasileiros se posicionam contra a redução de penas, avaliando que as condenações foram justas. Dessa forma, a tendência de rejeição se amplia em todo o país.
O cenário político também se complica. Durante a manifestação realizada em Brasília nesta terça-feira (7), na Esplanada dos Ministérios, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram o projeto de lei da dosimetria e defenderam a “anistia ampla, geral e irrestrita”, atacando ministros do STF e líderes do Legislativo.
Mesmo assim, o ato não alterou a situação legislativa. No Senado e na Câmara, aliados de Davi Alcolumbre e Hugo Motta afirmam que a repercussão do protesto dificulta a aprovação de qualquer benefício. Como resultado, a votação do projeto de dosimetria, prevista para esta semana, foi novamente adiada.
Assim, a pressão sobre o Congresso aumenta para que a punição dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 seja mantida integralmente.
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Foto: Marcos Corrêa/PR
