PF apura produção de dossiês sobre ministros do STF no caso Master

Investigação aponta que perito da própria Polícia Federal teria criado arquivos com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e sugerido o vazamento do conteúdo

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 03/07/2026 às 08:57 | Atualizado em: 03/07/2026 às 08:57

A investigação da Polícia Federal sobre o caso Master envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro ganhou um novo desdobramento ao apontar que um perito criminal federal teria produzido dois arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf” a partir de informações extraídas do celular do empresário.

A notícia é do jornalista Fausto Macedo neste dia 3 de julho.

Segundo os investigadores, após elaborar os documentos, o servidor ainda teria sugerido a colegas o vazamento do material para a imprensa.

As conclusões foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao banco Master no Supremo Tribunal Federal.

O procedimento busca esclarecer se houve violação de sigilo funcional e eventual uso indevido de informações obtidas durante a perícia realizada nos aparelhos apreendidos com Vorcaro.

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Suspeita de vazamento

De acordo com a apuração, os arquivos reuniam referências encontradas no celular de Vorcaro envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A Polícia Federal sustenta que, além da criação dos documentos, há indícios de que o perito buscou estimular a divulgação externa do conteúdo, fato que motivou medidas como busca e apreensão e seu afastamento das funções.

A defesa do servidor ainda não havia se manifestado sobre as conclusões da investigação.

Novo capítulo do caso Master

O episódio representa mais um desdobramento da investigação sobre o banco Master, que já provocou sucessivas repercussões no meio político e jurídico.

Desde o início das apurações, mensagens e documentos encontrados nos dispositivos de Vorcaro passaram a integrar uma série de procedimentos envolvendo autoridades, empresários e integrantes do sistema de Justiça, levando inclusive à redistribuição da relatoria do caso para André Mendonça após questionamentos envolvendo Dias Toffoli.

Agora, além das suspeitas investigadas contra os envolvidos no caso Master, a Polícia Federal busca apurar se houve quebra do dever funcional por parte de agentes responsáveis pela preservação de provas, tema que pode abrir uma nova frente criminal e disciplinar paralela à investigação principal.

Leia mais no Blog do Fausto Macedo, no Estadão.

Foto: Brenno Carvalho/O Globo