Fora do Senado, Marcelo Ramos não decide o que fazer na eleição
Petista se disse frustrado e indignado com a decisão nacional, mas que se submete.
Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/07/2026 às 09:06 | Atualizado em: 14/07/2026 às 09:15
Sem espaço na disputa ao Senado por decisão da direção nacional do PT, o ex-deputado federal Marcelo Ramos afirmou nesta segunda-feira (13) que ainda não decidiu se disputará outro cargo ou se ficará fora das eleições de 2026. Embora tenha admitido um “profundo sentimento de frustração” e “até certa indignação”, disse que respeitará a definição do partido, responsável pela palavra final sobre as candidaturas majoritárias.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramos revelou que foi informado na última sexta-feira (10), durante reunião da Executiva Nacional, de que o partido prefere lançá-lo como candidato a deputado federal para fortalecer a bancada petista na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a avaliação foi feita após um pedido do senador Eduardo Braga (MDB), que disputa a reeleição.
“Fui informado do entendimento da direção nacional de que eu deveria ser candidato a deputado federal para garantir o quociente eleitoral e fazer o PT voltar à Câmara dos Deputados. Essa ponderação era feita muito em razão de um pedido do senador Eduardo Braga, que entendia que a minha candidatura atrapalharia a candidatura dele”, afirmou.
Antes de relatar a conversa com a direção nacional, Marcelo Ramos também negou que tenha sido convidado para coordenar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas, hipótese que circulou nos bastidores políticos nos últimos dias.
“Preciso dizer de pronto que ninguém, nunca, jamais, em momento algum conversou comigo sobre ser coordenador da campanha do presidente Lula.”
Apesar de afirmar que acatará a decisão do PT, Ramos voltou a defender que sua candidatura ao Senado fortaleceria o campo do presidente Lula no Amazonas. Para ele, como a eleição permite dois votos para senador, uma chapa formada por ele e Eduardo Braga ampliaria as chances de o grupo governista conquistar as duas vagas.
“Imagine a angústia do eleitor do presidente Lula que vai sair de casa para votar no senador Eduardo Braga e terá que escolher o segundo voto entre candidatos da oposição ou anular o voto. Numa eleição de dois votos, duas candidaturas do mesmo campo, pelo contrário, elas se ajudam.”
O ex-deputado também afirmou que sua candidatura ocuparia o espaço de uma representação mais identificada com a esquerda e com a defesa do governo Lula.
“É necessário na eleição majoritária uma candidatura que ofereça um projeto progressista para o Amazonas, mas que também defenda o legado do governo do presidente Lula e enfrente o bolsonarismo. Sem a nossa candidatura não existe nenhuma outra com esse perfil.”
As declarações reforçam o posicionamento que Ramos já havia manifestado ao BNC Amazonas, ao defender que uma candidatura do PT ao Senado ajudaria, e não prejudicaria, a reeleição de Eduardo Braga.
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Próximos passos
Marcelo Ramos afirmou que agora avalia três possibilidades:
“Me sobram agora poucas alternativas. Insistir numa pré-candidatura ao Senado sabendo qual é a posição da direção nacional; ser candidato a deputado federal, o que para mim é muito incômodo porque eu não me preparei para isso; ou a posição mais cômoda, que é não ser candidato a nada.”
Segundo ele, a decisão será tomada após seu retorno a Manaus, quando pretende ouvir familiares, aliados e integrantes da militância petista.
Uma reunião convocada por militantes está marcada para quinta-feira (16), no Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), em Manaus, com o objetivo de defender a permanência de Marcelo Ramos na disputa ao Senado.
Veja o vídeo
Foto: reprodução/vídeo
